2009-08-20

Ndjira


Vivências Moçambicanas”, é o título de um livro de Fernando Couto, recentemente (Maio, de 2009) editado em Maputo, que recolhe - como lemos no Ma-shamba - “uma série de crónicas jornalísticas com algum “sabor” literário resultantes da sua experiência como profissional de informação entre 1953 e 2009”.

Vivências Moçambicanas” é também um pretexto para Nós, do Comando divulgarmos um blogue pelo qual saberemos notícias dos livros que se publicam em Moçambique. O blogue da Editora Ndjira.

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Ilustração: Imagem recolhida em Fauna bravia, Caça e Caçadores de Moçambique.

2009-08-17

Um casal na Avenida


De certo modo para ilustrar a nota que escrevi à guisa de comentário ao post que a Zambeziana Graça Pereira publicou sobre a Avenida Marginal, em Quelimane, e, sobretudo, para corresponder ao agradecimento da Maria – “Bem Haja, continuem a publicar” -, eis a fotografia de um casal sentado no murete da Avenida que na cidade do Chuabo margina o Rio dos Bons Sinais. Um casal que a Maria conhece: os seus pais – José e Virgínia Vaz Marques.

2009-08-07

Ficheiros Secretos da Descolonização


Ficheiros Secretos da Descolonização de Angola”, de Leonor Figueiredo, jornalista, é um livro de leitura (quase) obrigatória. Por todos nós, aqueles que queremos saber a verdade sobre o processo de descolonização. De Angola, e de Moçambique e dos outros territórios que política e administrativamente integravam o espaço português.

Detendo-me em Moçambique, quase todos nós, os que nascemos e/ou crescemos no território que se estende desde o Rovuma até ao Maputo, à beira do Índico, afastámo-nos (in)voluntariamente para não nos submetermos à humilhação de (na melhor das hipóteses) sermos expulsos de um chão a que pertenciamos. A que pertencemos, porque a memória não se apaga e a história é irreversível.

Em relação a Angola, o Acordo de Alvor é um momento significativo, com pouca substância e menos esperança. Relativamente a Moçambique, o Acordo de Luzaka marca o início trágico da Independência. A Frelimo não era – como (quase) todos nós sabíamos – representativa da população moçambicana. E a história demonstrou-o, através de uma guerra civil que se prolongou por anos e provocou milhares de mortos e milhões de vítimas. Pessoas que perderam a vida ou se confrontaram com a vida absolutamente destroçada. No âmbito de um processo que (ainda) há quem entenda ter sido uma “Descolonização exemplar (*).

Do mesmo modo que a Leonor Figueiredo nos revela, corajosamente, os “Ficheiros Secretos da Descolonização de Angola”, é, será, importante que alguém se interesse pelos “Ficheiros Secretos da Descolonização..." de Moçambique. Para se repor a verdade.

Eu, que saudei o fim do regime presidido por Oliveira Salazar e depois por Marcelo Caetano, que sempre me manifestei favorável à independência de Moçambique e dos outros territórios ultramarinos, opus-me ao Acordo de Luzaka. Frontalmente – como está documentado – mas sem armas. Apenas com argumentos que expressei publicamente, por acreditar na Democracia. Mas tive de me afastar da Pátria que escolhera. Para não ter a mesma sorte que outros tiveram. Entre outros, lembro-me da Joana Simeão (até presencialmente, em Quelimane), uma mulher que defendia um projecto (talvez diferente do da Josina Machel, com quem que também estive em Quelimane, no pavilhão do Sporting, num encontro sobre Educação) e lutava por uma pátria livre. E que terá acabado por morrer algures no Niassa, num eufemístico “Campo de Reeducação”…

Ficheiros Secretos da Descolonização de Angola”, é um livro para ler. E analisar.

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(*) Sugiro a consulta e a leitura atenta dos muitos “posts” publicados por José Milhazes, jornalista, em “Da Rússia” sob o título de “Contributo para História (Moçambique)”. Enquanto não são (admito que não sejam) publicados em Portugal (entre outros) os livros "Memórias do Trabalho em Moçambique", de Piotr Evsiukov, primeiro embaixador da (então) URSS em Maputo e "Os Nossos Primeiros Passos em Moçambique", de Arkadi Glukhov, encarregado de negócios da (também então) URSS na capital moçambicana.

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Ilustração: Imagem recolhida em “Da Rússia”.

2009-07-26

Num dia muito particular


Em Quelimane, noutro fim de dia também muito particular, a Maria Eugénia, o Pai e as nossas vizinhas, dias depois de eu me ter afastado de Moçambique…

Na Praia


Na Praia da Zalala, na década de 60 (1960)… A Gena (Maria Eugénia) e as primas. Da esquerda para a direita: , São, Gena e Milai.

O Adriano


Eu conheci o Adriano em Mocuba, em 1972, durante uma festa no ringue do Clube dos Ferroviários. Nessa noite, animadérrima, o Adriano foi vocalista dos “The Blue Twisters”. Eu fui falar com ele e pedi-lhe, por razões que só a gente jovem sabe, que, se soubesse(m), interpretasse(m) uma canção então muito em voga: - “Ma belle amie…”. O Adriano não sabia…

Dois anos mais tarde (em Junho de 1974), em Quelimane, entre outras cantigas, o Adriano interpretou para todos nós, ao longo de uma noite particular, uma composição original: - “Gazela…”.

Por onde andará o Adriano? ...


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Nota: Pelo final de uma tarde de 1981, numa das ruas centrais da cidade do Porto, eu reconheci a “Ma belle amie” na mulher que caminhava apressada - e tão (in)segura como a jovem empregada da livraria/papelaria de Mocuba…

2009-07-16

Grupo das Janeiras


Embora sem data, no verso desta fotografia há uma anotação: - “Para recordação do Grupo das Janeiras”.

Baile de Finalistas


Uma fotografia de conjunto, para recordação, dos finalistas do Liceu de Quelimane. Ano lectivo 1970-1971.

Jovens


Um grupo de jovens, num jardim de Quelimane. Numa fotografia sem data.

No Rio dos Bons Sinais


No Rio dos Bons Sinais, num barco tão inseguro como a almadia?

2009-07-15

Uma viagem de Maputo a Quelimane


No final (quase) de uma viagem de Maputo a Quelimane, em 2007, que vale a pena ler

E depois acompanhar o trabalho da ATACA, Associação de Tutores e Amigos da Criança Africana, também em Quelimane.

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Ilustração: Fotografia recolhida em Ataca MZ 07 .

2009-07-02

Estudantes


Um grupo de alunas da Escola (..), com as professoras Maria Eugénia e (..) numa fotografia sem data. Talvez de 1973…

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NC.: Comprometo-me a obter as informações em falta. A memória por vezes não funciona tão bem quanto eu quero… E seria interessante que as alunas se identificassem ou que alguém as identifique.

2009-07-01

Quelimane


Quelimane, num Postal Ilustrado. De 1966.

No aeroporto de Quelimane


Num recorte de jornal, sem data, uma fotografia com a legenda “Na gare do rústico aeroporto de Quelimane, o movimento é intenso à chegada e partida dos aviões”.

Em primeiro plano, afastando-se pelo lado esquerdo, Guilhermino Gonçalves de Sousa.

Escuteiros em Quelimane


Numa fotografia sem data, um grupo de pequenos escuteiros liderado pela Maria Eugénia.

…Todos os pequenos escuteiros terão hoje mais de 40 (quarenta) anos de idade!...

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Ilustração: Fotografia por Foto- Lusitana, Quelimane.

Uns olhos que espreitam


Quelimane, Junho de 1974. Uns olhos que espreitam…

(Em particular, para a Zambeziana)

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Ilustração: Fotografia por Foto- Lusitana, Quelimane.

2009-06-29

Pancho Guedes: fotógrafo, pela saúde da mãe moçambicana



O autor do arranjo gráfico e das fotografias de “Bebé Mamã” (um pequeno livro que reencontrei ao arrumar uma das estantes do meu escritório) é uma figura relevante no mundo arte, sobretudo no domínio da arquitectura – que alguém disse ser “arte com gente dentro”. Em Moçambique, primeiro, e depois por aí, A. d’Alpoim Guedes é o ”Pancho” Guedes, cuja obra é objecto de uma exposição no Museu Berardo, em Lisboa, aberta ao público até 09/98/16.

Na exposição – “Pancho Guedes, Vitruvius Mozambicanus” -, que eu ainda não vi, provavelmente não estarão disponíveis os originais das fotografias que ilustram o livro de Deolinda Martins. Também por essa razão, decidi seleccionar e reproduzir duas dessas fotografias.

Uma ilustra o capítulo “O Desmame”, no qual Deolinda Martins ensina que a mãe “Deve continuar a dar leite ao seu filho, mas, a partir do 7º mês, é preciso fazer-lhe comer mais alguma coisa, porque, se lhe der só leite, o seu filho não virá a ser um homem forte (…)”. A outra mostra-nos “O Banho” para que a mãe saiba que “Deve lavar o seu filho todos os dias. Aqueça a água mas não muito; aqueça de modo que possa pôr o seu braço na água sem se queimar (…)”.

A outra razão para a reprodução das fotografias é sobretudo pessoal: enquanto profissional de saúde, congratulo-me com o empenho de A. d’Alpoim Guedes - o filho de Pancho Guedes - numa acção de Educação e Promoção da Saúde numa pátria que partilhámos: Moçambique.

Educação para Saúde, em Moçambique – antes da Independência


Bebé Mamã” é o título de um pequeno livro (43 páginas) editado pelo Serviço Extra-Escolar da Província de MoçambiquePara a Melhoria Educativa e Social das Populações Moçambicanas”. Não tem data de edição mas trata-se de um “Trabalho executado nas oficinas gráficas da Empresa Moderna, Lda.”, sediada em Lourenço Marques. O texto é de Deolinda Martins e as fotografias e arranjo gráfico são de A. d’Alpoim Guedes.

No livro, a autora propõe-se “ensinar” a mulher e mãe moçambicana a “tomar conta” do bebé – desde a alimentação à vacinação – para que o filho possa “vir a ser uma pessoa saudável e feliz”. Escreve Deolinda Martins, no final da Introdução: - “Deus queira que ele (o livro) a ajude a ser uma mãe boa e sabedora, ensinando-lhe e explicando-lhe coisas e dando-lhe coragem para as fazer”.

Adoptando os conceitos actuais, o livro seria classificado como material de Educação para Saúde – no âmbito, talvez, da Saúde Materna. Apesar da linguagem “maternalista”, “Bebé Mamã”, ainda hoje seria útil se a rede de unidades de prestação de cuidados de saúde tivesse subsistido após a independência. Transcrevemos da página dedicada à vacinação:

Os bebés devem ser vacinados durante os primeiros seis meses.
Nas Delegacias de Saúde das Cidades e nos Dispensários, fazem-se todas vacinas durante certos dias do mês. Se mora numa cidade ou perto de uma cidade, informe-se na Delegacia ou no Posto Sanitário mais próximo dos dias em que as vacinas são feitas, para lá levar o bebé.
No mato, a vacina contra a varíola é feita em qualquer dia que lhe convenha.
Para as outras vacinas, informe-se no Posto Sanitário da data em que será feita a próxima campanha
”.

Passaram-se quarenta anos…

2009-06-26

Saber organizar....


O Rui Nunes é empresário, mas tem uma vocação alternativa: a de promotor de eventos…

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Ilustração: Fotografia por Duarte d’Oliveira (09/05/23)

2009-06-18

Marrupa, em “Voando em Moçambique”


Voando em Moçambique” é um blogue onde se historia a aviação em Moçambique, bem documentado e profusamente ilustrado. Como escreveram na Apresentação - Luisa Hingá e José Vilhena, os autores -, “Voando em Moçambique” é “uma espécie de livro de bordo, com memórias da aviação civil em Moçambique”.

Nós, todos quantos integrámos o Comando de Agrupamento 2972, não viajámos para Marrupa de avião. Fomos de Berliet e talvez por essa razão não nos esquecemos desta placa, logo à entrada da vila…

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Ilustração: Fotografia por Nobre Furtado, recolhida em Voando em Moçambique