2009-07-01

Quelimane


Quelimane, num Postal Ilustrado. De 1966.

No aeroporto de Quelimane


Num recorte de jornal, sem data, uma fotografia com a legenda “Na gare do rústico aeroporto de Quelimane, o movimento é intenso à chegada e partida dos aviões”.

Em primeiro plano, afastando-se pelo lado esquerdo, Guilhermino Gonçalves de Sousa.

Escuteiros em Quelimane


Numa fotografia sem data, um grupo de pequenos escuteiros liderado pela Maria Eugénia.

…Todos os pequenos escuteiros terão hoje mais de 40 (quarenta) anos de idade!...

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Ilustração: Fotografia por Foto- Lusitana, Quelimane.

Uns olhos que espreitam


Quelimane, Junho de 1974. Uns olhos que espreitam…

(Em particular, para a Zambeziana)

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Ilustração: Fotografia por Foto- Lusitana, Quelimane.

2009-06-29

Pancho Guedes: fotógrafo, pela saúde da mãe moçambicana



O autor do arranjo gráfico e das fotografias de “Bebé Mamã” (um pequeno livro que reencontrei ao arrumar uma das estantes do meu escritório) é uma figura relevante no mundo arte, sobretudo no domínio da arquitectura – que alguém disse ser “arte com gente dentro”. Em Moçambique, primeiro, e depois por aí, A. d’Alpoim Guedes é o ”Pancho” Guedes, cuja obra é objecto de uma exposição no Museu Berardo, em Lisboa, aberta ao público até 09/98/16.

Na exposição – “Pancho Guedes, Vitruvius Mozambicanus” -, que eu ainda não vi, provavelmente não estarão disponíveis os originais das fotografias que ilustram o livro de Deolinda Martins. Também por essa razão, decidi seleccionar e reproduzir duas dessas fotografias.

Uma ilustra o capítulo “O Desmame”, no qual Deolinda Martins ensina que a mãe “Deve continuar a dar leite ao seu filho, mas, a partir do 7º mês, é preciso fazer-lhe comer mais alguma coisa, porque, se lhe der só leite, o seu filho não virá a ser um homem forte (…)”. A outra mostra-nos “O Banho” para que a mãe saiba que “Deve lavar o seu filho todos os dias. Aqueça a água mas não muito; aqueça de modo que possa pôr o seu braço na água sem se queimar (…)”.

A outra razão para a reprodução das fotografias é sobretudo pessoal: enquanto profissional de saúde, congratulo-me com o empenho de A. d’Alpoim Guedes - o filho de Pancho Guedes - numa acção de Educação e Promoção da Saúde numa pátria que partilhámos: Moçambique.

Educação para Saúde, em Moçambique – antes da Independência


Bebé Mamã” é o título de um pequeno livro (43 páginas) editado pelo Serviço Extra-Escolar da Província de MoçambiquePara a Melhoria Educativa e Social das Populações Moçambicanas”. Não tem data de edição mas trata-se de um “Trabalho executado nas oficinas gráficas da Empresa Moderna, Lda.”, sediada em Lourenço Marques. O texto é de Deolinda Martins e as fotografias e arranjo gráfico são de A. d’Alpoim Guedes.

No livro, a autora propõe-se “ensinar” a mulher e mãe moçambicana a “tomar conta” do bebé – desde a alimentação à vacinação – para que o filho possa “vir a ser uma pessoa saudável e feliz”. Escreve Deolinda Martins, no final da Introdução: - “Deus queira que ele (o livro) a ajude a ser uma mãe boa e sabedora, ensinando-lhe e explicando-lhe coisas e dando-lhe coragem para as fazer”.

Adoptando os conceitos actuais, o livro seria classificado como material de Educação para Saúde – no âmbito, talvez, da Saúde Materna. Apesar da linguagem “maternalista”, “Bebé Mamã”, ainda hoje seria útil se a rede de unidades de prestação de cuidados de saúde tivesse subsistido após a independência. Transcrevemos da página dedicada à vacinação:

Os bebés devem ser vacinados durante os primeiros seis meses.
Nas Delegacias de Saúde das Cidades e nos Dispensários, fazem-se todas vacinas durante certos dias do mês. Se mora numa cidade ou perto de uma cidade, informe-se na Delegacia ou no Posto Sanitário mais próximo dos dias em que as vacinas são feitas, para lá levar o bebé.
No mato, a vacina contra a varíola é feita em qualquer dia que lhe convenha.
Para as outras vacinas, informe-se no Posto Sanitário da data em que será feita a próxima campanha
”.

Passaram-se quarenta anos…

2009-06-26

Saber organizar....


O Rui Nunes é empresário, mas tem uma vocação alternativa: a de promotor de eventos…

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Ilustração: Fotografia por Duarte d’Oliveira (09/05/23)

2009-06-18

Marrupa, em “Voando em Moçambique”


Voando em Moçambique” é um blogue onde se historia a aviação em Moçambique, bem documentado e profusamente ilustrado. Como escreveram na Apresentação - Luisa Hingá e José Vilhena, os autores -, “Voando em Moçambique” é “uma espécie de livro de bordo, com memórias da aviação civil em Moçambique”.

Nós, todos quantos integrámos o Comando de Agrupamento 2972, não viajámos para Marrupa de avião. Fomos de Berliet e talvez por essa razão não nos esquecemos desta placa, logo à entrada da vila…

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Ilustração: Fotografia por Nobre Furtado, recolhida em Voando em Moçambique

2009-06-06

Uma fotografia antiga


Por entre os meus papéis, no escritório desarrumado, encontrei esta fotografia. Antiga, muito antiga decerto. E (quase) de certeza tirada na Zambézia, provavelmente em Quelimane, numa Escola ou numa Missão. Não sei. No verso, a fotografia não tem qualquer informação.

Talvez algum leitor – eventualmente a
Zambeziana Graça Pereira – saiba identificar o local e/ou até alguém. Fico à espera.

2009-06-05

A uma das mesas


Uma pausa, para a fotografia – numa tarde em que o fotógrafo se revelou absolutamente inábil para o desempenho dessa função. Há tardes assim…

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Ilustração: Fotografia por Duarte d’Oliveira

O mundo é um lugar pequenino...


À mesa, o lugar (aparentemente) vago pertence-me. Levantara-me para tirar a fotografia. Em primeiro plano, a irmã (como o mundo é pequenino…) de uma colega (de Vila Nova de Tázem) do tempo em que eu frequentei o Colégio Nuno Álvares, em Gouveia, e com quem durante muitos meses (talvez dois anos lectivos) viajei quase diariamente na carrinha do colégio. Por vezes, pelo final do dia, conduzida pelo Dr. Sampaio - uma figura irreverente que (também) não esqueço…

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Ilustração: Fotografia por Duarte d’Oliveira

De dedo em riste...


… Quase de certeza que o colega de pulover vermelho – uma figura (mais ou menos) pública com lugar cativo na Assembleia da República - foi sensível à convicção do colega que veio do Minho para expor tão convictamente, de dedo em riste, os seus argumentos…

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Ilustração: Fotografia por Duarte d’Oliveira

Vinho do Porto com (quase) quarenta anos


Velhote – pois não, passaram-se quase 40 anos -, o Apolinário olha com atenção para a garrafa de Vinho do Porto especial, personalizada e com referência à sua inclusão no Comando de Agrupamento 2972, unidade militar que nos juntou em Moçambique entre 1970 e 1972.

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Ilustração: Fotografia por Duarte d’Oliveira

2009-06-02

Glória de Sant’Anna


Há pouco, pelo noticiário das 17.00 horas transmitido pela Antena 2, soube que a Glória de Sant’Anna falecera. Hoje, na casa em que se exilara depois de abandonar Moçambique e a sua cidade de Pemba (então Porto Amélia). Para a generalidade dos cidadãos portugueses será só um nome, indiferenciado como tantos outros. Para alguns, mais curiosos, foi (ou será lembrada como) a mãe de Rui Paes, seleccionado pela Madona para ilustrar um dos seus livros infantis. Porém, para quem lê e ama a poesia, sobretudo para quem lê e ama a poesia de Moçambique, Glória de Sant’Anna é (e será) um nome eterno.

Ns ruas do velho Chuabo, eu e o Diniz (Sebastião Alba) liamos os seus versos, diziamos alguns dos seus poemas. Num dos Encontros promovidos pelo Centro Juvenil da cidade, eu dediquei o espaço de poesia à Glória de Sant’Anna. E a Tó Brandão (do RCM, Rádio Clube de Moçambique), cumplíce, disse – como já escrevi noutro local – um dos seus poemas mais íntimos: Maternidade.

Nesta nota, brevíssima, escrita na penumbra da mágoa pela perda de uma voz amiga, insisto em lembrar(-me) que “Eu um dia serei uma poalha de vento”…

"Epitáfio

Eu um dia serei uma poalha de vento
pousando inadvertidamente em tua face

e me sacudirás

Eu um dia serei uma réstea de chuva
caída por acaso em tua fronte

e me sacudirás

E eu um dia serei a última lembrança
imponderável já na tua mente

e então me esquecerás"

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Ilustração: Imagem recolhida em
Porto Amélia - Pemba - Poesia

2009-05-31

Sónia Sultuane


Sónia Sultuane. Moçambicana, jovem, poeta.

Poeta, num país novo. De uma geração que atravessou a guerra civil e escreve sobre a vida. E os afectos. A sua vida, os seus afectos.

Africana. Num país multicultural, que se procura nas contradições.

dizes que me querias sentir africana,
dizes e pensas que não o sou,
só porque não uso capulana,
porque
(…)”

2009-05-29

Foi a Pastelaria “Riviera”…


Eu já sabia desta mudança. Em Quelimane, a “velha” Pastelaria Riviera deu lugar ao “Restaurante do Seu Sonho”, um restaurante chinês.

Mudam-se os tempos…

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Ilustração: Fotografia recolhida em Quelimane

2009-05-25

No monumento a Nossa Senhora


Em Marrupa, em 2004

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Ilustração: Fotografia por Samuel Peixoto.

2009-05-23

Um dia de convívio


Regressei a casa há cerca de vinte minutos. Depois de corresponder às chamadas telefónicas que me fizeram durante a minha ausência, servi-me de um whisky (espero que a minha Médica não leia este “post”), a que adicionei um pouco de água, (excepcionalmente) coloquei três cds com música dos Anos 60 na gaveta do leitor e sentei-me ao computador.

Durante o dia estive com os colegas com quem prestei serviço militar em Moçambique. Apesar de não estar bem de saúde, atrevi-me a sair de casa e perto do meio dia estava na Quinta dos Loridos onde, a pouco e pouco, todos nos reencontrámos. Cerca de 40 anos mais velhos, desde que em Moçambique, entre o Niassa e a Zambézia, partilhámos a desventura de participarmos numa guerra que não queriamos.

Dalí, numa longa fila de automóveis – provavelmente para não nos esquecermos da “Coluna em Marcha” -, seguimos para a Quinta do Castro, em Pragança, onde decorreu o almoço.

Para mim, o almoço foi só um pretexto para convivermos. E as conversas, nas diferentes mesas, foram animadas. Até que uma jovem decidiu – conforme o programa previa - assegurar a animação. A jovem talvez até cante bem, mas o som (e serei benevolente nesta apreciação) estava péssimo. O que chegava às mesas era apenas ruído. Eu ainda pedi para que calassem a jovem (a menos culpada, decerto), mas em vão. Resultado: aturdidos pelo ruído (a Musak precisa de ser objecto de regulamentação), e sem a menor hipótese de continuarmos a conversar, começámos a abandonar o local.

Despedi-me de alguns colegas e familiares e regressei a casa. Já reparei que nem a minha máquina fotográfica funcionou – por inépcia minha, admito-o. Poucas fotografias estão em condições de ser publicadas. Talvez para o ano, seja melhor. Neste momemto, chove e eu oiço “Apache”, dos Shadows….
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Ilustração: Fotografia por Duarte d’Oliveira (09/05/23).

2009-04-01

Quase 40 anos depois…


Mais uma vez organizado pelo Rui Nunes, que se especializou nesta matéria (palavra que estive para escrever “neste tipo de eventos”), brevemente realizar-se-á mais um encontro em que todos nós teremos oportunidade de confirmar que estamos mais velhos mas conservamos a memória jovem para evocarmos tempos idos – quando pacientemente esperávamos pela manhã em que nos libertariamos da farda para voltarmos a ser pessoas livres.

Já se passaram quase quarenta anos.

Brevemente divulgarei o Programa elaborado pelo Rui Nunes. Entretanto, posso adiantar que para antes de almoço está prevista uma visita guiada ao Buddha Eden - ou Jardim da Paz - na Quinta dos Loridos, no Carvalhal, Bombarral, cuja inauguração está prevista para Junho (*) … O Rui Nunes lá saberá por quê!...

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(*) InO intrigante mundo de Joe Berardo”, por Luis Maio, no suplemento “Fugas” do Público (edição de 09/03/28).

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Ilustração:Exército de Terracota”, fotografia recolhida em Buddha EdenJardim da Paz.

2009-02-22

A Guerra Colonial, 1961 – 1974


Vasco Lourenço, na mensagem inicial expressa um objectivo: conhecermos melhor a Guerra Colonial, “um dos acontecimentos mais importantes da nossa história contemporânea”.

Para tanto, com a colaboração de diferentes pessoas e entidades, a Associação de 25 de Abril construiu um sítio onde se propõe “tratar todos os aspectos da Guerra Colonial”.

Independentemente da opinião política de cada um de nós sobre aquele período controverso, no qual tivemos uma participação activa – o serviço militar era obrigatório -, reconhecemos que o sítio deve merecer a atenção de todos.

De todos os Cidadãos de Portugal e dos países que foram Províncias Ultramarinas. Por essa razão, nós divulgamos o sítio da Guerra Colonial, 1961 – 1974.