Pelas 18.30 horas de sexta-feira (08/09/20), em Lisboa, no Auditório da FLAD, Fundação Luso-Americana, Alberto Lacerda será objecto de uma homenagem. Quando se passam 80 anos sobre a data do seu nascimento, na Ilha de Moçambique, o seu amigo Eugénio Lisboa e Luis Amorim de Sousa comentarão a obra do autor de “Exílio” – um poeta que faleceu no ano passado (07/08/26), em Londres.
O actor João Grosso lerá alguns dos seus poemas. Talvez, também, “Lourenço Marques revisited (11 de Fevereiro de 1963)”:
A água que murmura espectros lentos O que houve e não houve e não volta nunca mais Os quartos sem esperança que os guardasse As casas sem anjo da guarda
A luz intensa bela e dolorosa A adolescência dilacerada A ternura dezoito anos recusada Na casa dos Átridas O crime horroroso que não houve Mas as feridas abriram manaram um sangue Que penetra implacável as fendas do sono E me deixa acordado à beira da estrada Com lágrimas que percorrem Trinta e quatro anos.
……………………………….. Ilustração:Retrato porArpad Szenes (1971), recolhido emDa Literatura.
Não parece, mas é a avenida que todos nós percorremos centenas de vezes, entre a Rotunda – da Escola e dos Correios, da Igreja e da (então) Câmara Municipal - e a Ponte sobre o Rio Licungo. Nem que fosse somente para irmos comprar o “Notícias” à loja do Monteiro & Giro ou um livro na papelaria-livraria, ou tomar um café ou beber uma cerveja na Estalagem.
O Luis (Luis Oliveira), meu irmão, não fez parte do COMAGR - 2972. Todavia, depois dealguns meses em Tete, foi prestar serviço militar para Quelimane. Em 1973, numa das suas pausas, a Maria Eugénia fotografou-nos no lago do jardim do café das Meireles, perto da sede das Fazendas e da Câmara Municipal.
O que é que nos interessaria tanto, a mim (que seguro um jornal…) e ao Jorge Noivo, professor de Moral, na montra para lá da esquina do prédio?
Em Quelimane, pelo final do ano de 1973 ou num dos primeiros meses de 1974.
Então, no Centro Juvenil, eu e o Jorge Noivo (e outros amigos) dinamizávamos actividades diversas… À noite, eu “leccionava” na escola para “mainatos” (empregados domésticos) que acabou antes de Abril. Quem saberá porquê?...
Nome: José Soares Domingues Lourenço - Filiação: António Domingues Lourenço e Ema Jorge Soares Naturalidade:Gulpilhares Data de nascimento: 8 de Outubro de 1949